9 de março de 2011

Na TV: Anne Frank: The Whole Story

Como já falei aqui no blog eu estava lendo o livro “O diário de Anne Frank”. Eu, que não sabia quase nada de história e jurava que ia ler algumas “bobagens de adolescnte”, me descobri completamente apaixonada por aquela menina que sonhava em ser escritora e era apaixonada pelas estrelas de Hollywood da década de 40. Exatamente como muitas de nós, como eu, inclusive!

 Anne Frank viveu na Amsterdã da Segunda Guerra Mundial e era judia. Aos 13 anos, morou com a família num anexo (uma espécie de apartamento) durante quase três anos para fugir do nazismo. Durante esse tempo, ela, a irmã, o pai, a mãe, e mais quatro pessoas conviveram nesse cubículo. A menina, por sua vez, vivia o início da adolescência, cresceu, amadureceu, se apaixonou, se descobriu e se transformou… A história é contada numa minissérie chamada Anne Frank: The Whole Story, que foi produzida em 2001, mas que só agora consegui assistir. É, tem 10 anos que foi ao ar, mas é tão atual, tão emocionante, tão boa, que não resisti em vir aqui falar pra vocês!

A série tem apenas cinco capítulos (pouco mais de três horas no total) e mostra um pouco de quem era Anne, como vivia antes da guerra, os dias no anexo e como a história terminou, o que não aparece no livro. O elenco é de primeira: Ben Kingsley (astro de Gandhi e A ilha do medo), Brenda Blethyn (de Orgulho e Preconceito e Desejo e Reparação) e Lili Taylor (do seriado Six Feet Under). Mas a grande estrela é a jovem Hannah Taylor-Gordon, que é a cara da verdadeira Anne Frank e incorporou a personagem com a verdade e a maestria de uma atriz veterana.

 Apesar de conhecermos a Anne através dos seus escritos, Anne Frank: The Whole Story não é baseada no Diário. O mais legal da série é que apesar de desvendar alguns segredos de Anne, ela não tem pretensão de contar a história do Diário e sim revelar quem eram e como viviam Anne e as pessoas que a cercavam. A relação com os pais, com os garotos, com os sonhos e o mundo. Anne queria ser uma “mulher moderna”, queria trabalhar, escrever, viver. O diário é apenas a prova do que ela sentia, do que queria. No intolerante cenário da Segunda Guerra, Anne nos ensina tudo (ou quase tudo) sobre o respeito às diferenças.
                                                                                                                        -Micaele Ledo

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